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Dignidade e respeito · Família e rede de cuidadoCuidar de Quem CuidaConhecer projeto ↓Programa Viver em Movimento 60+
O Programa Viver em Movimento 60+ é uma iniciativa voltada à promoção do envelhecimento saudável, ativo, autônomo e participativo de pessoas com 60 anos ou mais, incluindo pessoas idosas com deficiência. Por meio da oferta gratuita e continuada de atividades físicas, esportivas, recreativas e de lazer, o programa busca ampliar o acesso ao esporte como direito social e instrumento de inclusão, convivência e qualidade de vida. As ações incluem ginástica funcional, caminhada orientada, hidroginástica, dança, jogos adaptados, atividades recreativas, rodas de conversa e eventos comunitários. Desenvolvido em núcleos territoriais, o projeto prioriza pessoas idosas em situação de vulnerabilidade social, estimulando mobilidade, autoestima, autonomia funcional, participação social e fortalecimento de vínculos. Mais do que promover exercício físico, o programa cria espaços de pertencimento, convivência e protagonismo, contribuindo para uma longevidade com mais saúde, dignidade e inclusão.
Sobre o projeto
O Projeto Viver em Movimento 60+ foi criado para promover o envelhecimento saudável, ativo, digno e participativo de pessoas com 60 anos ou mais, incluindo pessoas idosas com deficiência, por meio do acesso gratuito e continuado ao esporte, à atividade física, ao lazer e à convivência comunitária. A iniciativa parte do entendimento de que envelhecer com qualidade significa preservar a autonomia, fortalecer vínculos, manter-se ativo, participar da vida em comunidade e continuar ocupando espaços de convivência, aprendizagem e desenvolvimento.
O projeto reconhece o esporte como um direito social e como importante instrumento de promoção da qualidade de vida. Por isso, sua proposta não se limita à realização de exercícios físicos. Cada atividade é planejada para contribuir com a mobilidade, equilíbrio, coordenação, disposição, autoestima, autonomia funcional e bem-estar dos participantes, ao mesmo tempo em que fortalece relações sociais, cria novas amizades e amplia as oportunidades de participação comunitária.
As atividades serão desenvolvidas de forma regular e orientada por profissionais qualificados, respeitando as características, capacidades, limitações e interesses de cada participante. Entre as práticas poderão ser ofertadas hidroginástica, caminhada orientada, ginástica funcional adaptada, alongamento, dança, ritmos, voleibol adaptado, bocha, tênis de mesa, jogos cooperativos, atividades recreativas e outras modalidades compatíveis com a realidade do território e com o perfil das pessoas atendidas.
O projeto também dedica atenção especial à inclusão das pessoas idosas com deficiência. Para isso, serão adotadas medidas de acessibilidade, adaptação das práticas e utilização de metodologias inclusivas, buscando garantir que todos possam participar com segurança, respeito e igualdade de oportunidades. O objetivo não é estabelecer padrões de desempenho, mas valorizar as potencialidades de cada pessoa e sua evolução individual.
Além das atividades esportivas, o Viver em Movimento 60+ promoverá momentos de convivência, lazer, integração e informação. Rodas de conversa e ações educativas abordarão temas como envelhecimento saudável, alimentação, prevenção de quedas, autocuidado, direitos da pessoa idosa, saúde emocional, inclusão, combate ao capacitismo, participação social e fortalecimento das relações familiares e comunitárias.
Festivais esportivos, caminhadas comunitárias, encontros de integração, atividades intergeracionais e momentos recreativos complementarão a programação, transformando cada núcleo em um espaço de pertencimento e participação social.
Outro diferencial do projeto será o incentivo ao protagonismo da pessoa idosa. Os participantes serão estimulados a contribuir com sugestões, avaliar as atividades e participar da construção da programação, fortalecendo sua autonomia e reconhecendo seus saberes, experiências e trajetórias.
Prioritariamente desenvolvido em territórios socialmente vulneráveis, o projeto pretende alcançar pessoas que muitas vezes encontram dificuldades de acesso a atividades esportivas regulares, espaços adequados de convivência e oportunidades gratuitas de lazer.
Dessa forma, o Viver em Movimento 60+ pretende contribuir para uma nova forma de compreender o envelhecimento: não como um período de afastamento ou perda de participação, mas como uma etapa da vida em que continuam existindo possibilidades de movimento, aprendizagem, convivência, autonomia e novas experiências.
Mais do que oferecer atividades físicas, o projeto pretende criar condições para que cada participante possa envelhecer com mais saúde, autonomia, vínculos, participação, dignidade e qualidade de vida.
Resultados e experiências
METODOLOGIA
A metodologia do Projeto Viver em Movimento 60+ será baseada na oferta continuada, gratuita, inclusiva e territorializada de atividades físicas, esportivas, recreativas e de lazer destinadas a pessoas com 60 anos ou mais, incluindo pessoas idosas com deficiência. As ações serão desenvolvidas de forma planejada, participativa e orientada por profissionais qualificados, respeitando as condições individuais, o nível de autonomia, os interesses e as potencialidades de cada participante.
Inicialmente, será realizada a mobilização comunitária e a divulgação do projeto nos territórios de atuação, com articulação junto à rede socioassistencial, unidades de saúde, associações comunitárias, conselhos, equipamentos públicos e demais organizações locais. Após esse processo, serão realizadas as inscrições dos participantes, com preenchimento de ficha cadastral e levantamento de informações relacionadas às condições de participação, necessidades de acessibilidade e interesses em relação às modalidades oferecidas.
Os participantes passarão por um momento inicial de acolhimento, no qual serão apresentados os objetivos, atividades, profissionais, horários e regras de convivência do projeto. Sempre que necessário, serão realizadas avaliações iniciais compatíveis com a atuação dos profissionais envolvidos, com o objetivo de identificar condições funcionais, necessidades específicas e cuidados necessários para uma participação segura.
As atividades esportivas e corporais acontecerão, preferencialmente, três vezes por semana, em turmas organizadas conforme a capacidade dos espaços, modalidades ofertadas e perfil dos participantes. Poderão ser desenvolvidas práticas como hidroginástica, caminhada orientada, ginástica funcional adaptada, alongamento, dança, ritmos, voleibol adaptado, bocha, tênis de mesa, jogos cooperativos e atividades recreativas.
A metodologia adotará uma perspectiva não competitiva e inclusiva, priorizando a participação, a cooperação, o respeito aos diferentes ritmos e a evolução individual. As atividades poderão ser adaptadas quanto à intensidade, duração, equipamentos, regras e formas de execução, assegurando condições adequadas de participação para pessoas idosas com diferentes níveis de mobilidade e para pessoas com deficiência.
Além das atividades regulares, serão promovidas rodas de conversa e ações educativas sobre temas relacionados ao envelhecimento saudável e ativo, como autocuidado, alimentação, prevenção de quedas, direitos da pessoa idosa, saúde emocional, inclusão, enfrentamento ao capacitismo, autonomia, convivência familiar e participação social.
O projeto também realizará festivais esportivos, caminhadas comunitárias, encontros recreativos, atividades intergeracionais e momentos de integração, fortalecendo o vínculo entre os participantes e ampliando sua presença nos espaços comunitários.
O acompanhamento ocorrerá de forma contínua, mediante controle de frequência, registros das atividades, acompanhamento da participação e aplicação periódica de instrumentos de avaliação. Também poderão ser utilizados questionários de satisfação, avaliações funcionais e instrumentos de qualidade de vida, permitindo comparar a situação inicial e a evolução dos participantes durante a execução.
A participação das pessoas idosas será estimulada em todas as etapas. Os beneficiários poderão apresentar sugestões, avaliar atividades e colaborar na construção da programação, fortalecendo o protagonismo, a autonomia e o sentimento de pertencimento ao projeto.
RESULTADOS ESPERADOS
Com a execução do Viver em Movimento 60+, espera-se ampliar significativamente as oportunidades de acesso da população idosa a práticas esportivas, atividades físicas, lazer e convivência social, especialmente entre pessoas residentes em territórios socialmente vulneráveis.
Entre os principais resultados esperados está o aumento da prática regular de atividades físicas e a redução do comportamento sedentário entre os participantes. A continuidade das atividades deverá contribuir para melhoria ou manutenção da mobilidade, equilíbrio, coordenação, flexibilidade, resistência e autonomia funcional, favorecendo maior segurança para realização das atividades da vida cotidiana.
Espera-se também promover maior disposição, autoestima e percepção positiva de qualidade de vida, estimulando os participantes a reconhecerem suas potencialidades e capacidades.
No campo social, o projeto pretende ampliar as oportunidades de convivência, fortalecer vínculos comunitários e criar novas redes de amizade e apoio. A participação frequente nas atividades coletivas deverá contribuir para reduzir situações de isolamento social e ampliar o sentimento de pertencimento à comunidade.
Outro resultado esperado é o fortalecimento do protagonismo da pessoa idosa, que passará a participar mais ativamente das decisões relacionadas às atividades e da construção dos espaços de convivência do projeto.
Para as pessoas idosas com deficiência, espera-se ampliar o acesso a práticas esportivas e recreativas inclusivas, garantindo adaptações necessárias e promovendo igualdade de oportunidades, participação e enfrentamento às barreiras atitudinais e ao capacitismo.
As ações educativas deverão ampliar o conhecimento dos participantes sobre envelhecimento saudável, autocuidado, direitos, prevenção de riscos, participação social e acesso às políticas públicas.
Ao final do projeto, espera-se consolidar uma rotina de práticas esportivas e de lazer como parte da vida dos participantes, contribuindo para a construção de hábitos mais ativos e para a manutenção da autonomia por mais tempo.
Como resultado mais amplo, o projeto pretende contribuir para que a pessoa idosa seja reconhecida não apenas como destinatária de cuidados, mas como sujeito de direitos, capaz de participar, decidir, conviver, aprender e ocupar os espaços da comunidade.
Assim, os resultados do Viver em Movimento 60+ serão percebidos não apenas na quantidade de atividades realizadas ou de pessoas atendidas, mas principalmente na melhoria da qualidade de vida, no fortalecimento da autonomia, na ampliação das relações sociais, na participação comunitária e na construção de um envelhecimento mais ativo, inclusivo, digno e participativo.
Mãos de Eusébio – Arte, Memória e Inclusão
O Projeto Mãos de Eusébio – Arte, Memória e Inclusão promove o acesso, a participação e o protagonismo cultural de pessoas idosas e pessoas com deficiência residentes no município de Eusébio, por meio de oficinas gratuitas de artesanato, valorizando técnicas presentes na cultura local, como renda, bordado, costura criativa, trabalhos com palha, trançados e cerâmica. A iniciativa integra formação cultural, convivência, memória, acessibilidade, expressão artística e economia criativa, reconhecendo os participantes como produtores de cultura e detentores de saberes. Ao longo do projeto serão realizadas oficinas, rodas de memória, encontros com artesãos locais, produção de peças autorais e atividades de orientação sobre apresentação e comercialização dos produtos. As ações culminarão na Mostra Cultural Mãos de Eusébio, aberta à comunidade, fortalecendo a identidade cultural, a inclusão, a autonomia, os vínculos comunitários e a valorização do artesanato local.
Sobre o projeto
O Projeto Mãos de Eusébio – Arte, Memória e Inclusão é uma iniciativa cultural voltada à promoção da participação, valorização e protagonismo de pessoas idosas e pessoas com deficiência residentes no município de Eusébio, por meio do artesanato, da memória, da convivência e da expressão artística. A proposta parte do reconhecimento de que a cultura deve ser acessível a todas as pessoas e que o envelhecimento ou a deficiência não podem representar barreiras para a criação, a aprendizagem, a produção cultural e a participação na vida comunitária.
O projeto desenvolverá oficinas gratuitas e continuadas de artesanato, priorizando técnicas presentes na produção cultural e artesanal local, como renda, bordado, costura criativa, trabalhos com palha, trançados, cerâmica e outras práticas manuais. As atividades serão organizadas de forma inclusiva, respeitando o ritmo, as habilidades, as potencialidades e as necessidades de acessibilidade de cada participante, com adaptações de materiais, ferramentas, metodologias e formas de comunicação sempre que necessário.
Mais do que ensinar técnicas artesanais, o Mãos de Eusébio pretende criar um espaço de encontro entre histórias, gerações e diferentes formas de expressão. Durante as atividades, serão realizadas rodas de memória e conversas sobre a cultura local, permitindo que os participantes compartilhem conhecimentos, experiências familiares, lembranças e saberes relacionados ao artesanato e à vida no município. Pessoas idosas que detenham conhecimentos tradicionais poderão também atuar como referências de saber, fortalecendo a transmissão de técnicas e experiências entre gerações.
Ao longo do projeto, os participantes serão estimulados a desenvolver peças próprias, explorando criatividade, identidade e referências culturais de Eusébio. Parte dessa produção integrará a coleção “Identidades de Eusébio”, composta por trabalhos que representem histórias, paisagens, costumes, afetos, memórias e elementos simbólicos do território. Cada peça será compreendida não apenas como um produto artesanal, mas como expressão da trajetória e da visão de mundo de quem a produziu.
O projeto também promoverá encontros com artesãos e agentes culturais locais, ampliando o intercâmbio de conhecimentos e fortalecendo a relação dos participantes com a produção cultural do município. Serão realizadas ainda atividades introdutórias sobre economia criativa, apresentação dos produtos, acabamento, precificação, fotografia, exposição e comercialização, contribuindo para que os participantes interessados possam transformar suas habilidades em possibilidades de geração de renda e maior autonomia.
A acessibilidade será um princípio permanente da iniciativa. Serão adotadas estratégias para reduzir barreiras físicas, comunicacionais, metodológicas e atitudinais, assegurando que pessoas com diferentes deficiências possam participar das atividades em condições de igualdade. O projeto também buscará combater o capacitismo, o etarismo e outras formas de preconceito, valorizando cada participante como sujeito de direitos, criador e produtor de cultura.
Como culminância, será realizada a Mostra Cultural Mãos de Eusébio, aberta gratuitamente à comunidade, reunindo as peças produzidas, histórias dos participantes, registros das oficinas e demonstrações das técnicas trabalhadas. A mostra pretende ampliar a visibilidade dos artistas e artesãos participantes, aproximar a comunidade do processo de criação e fortalecer o reconhecimento do artesanato como parte da identidade cultural de Eusébio.
Com isso, o Projeto Mãos de Eusébio pretende contribuir para ampliar o acesso à cultura, fortalecer vínculos comunitários, preservar saberes, estimular a criatividade, favorecer a autonomia e criar novas oportunidades de participação social. Ao colocar pessoas idosas e pessoas com deficiência no centro do processo cultural, a iniciativa reafirma que produzir cultura é também exercer cidadania, ocupar espaços, preservar memórias e construir novas possibilidades de inclusão e pertencimento.
Resultados e experiências
A experiência proporcionada pelo Projeto Mãos de Eusébio – Arte, Memória e Inclusão será construída a partir da participação ativa das pessoas idosas e das pessoas com deficiência em todo o processo cultural, desde o primeiro contato com as técnicas artesanais até a criação, exposição e valorização pública das peças produzidas. A proposta busca fazer com que cada participante se reconheça como sujeito criativo, capaz de aprender, ensinar, produzir, compartilhar conhecimentos e ocupar espaços culturais do município.
Durante as oficinas, os participantes vivenciarão momentos de aprendizagem prática, convivência, troca de experiências e expressão pessoal. O contato com técnicas como bordado, renda, costura criativa, palha, trançados e cerâmica permitirá o desenvolvimento de habilidades manuais e artísticas, sempre respeitando o ritmo, as potencialidades e as necessidades de acessibilidade de cada pessoa. A experiência será estruturada de forma inclusiva, com adaptações metodológicas, materiais e apoio quando necessário, garantindo condições reais de participação.
As rodas de memória e os encontros com artesãos locais possibilitarão o reconhecimento e a valorização dos saberes acumulados ao longo da vida. Pessoas idosas poderão compartilhar técnicas, histórias e experiências, enquanto pessoas com deficiência terão espaço para desenvolver sua criatividade e apresentar diferentes formas de expressão. Essa convivência favorecerá o intercâmbio de saberes, o respeito às diferenças e o fortalecimento dos vínculos entre os participantes.
Um dos principais resultados esperados será o aumento do acesso de pessoas idosas e pessoas com deficiência às atividades culturais do município, ampliando sua participação em espaços que muitas vezes ainda apresentam barreiras físicas, comunicacionais ou atitudinais. O projeto pretende contribuir para reduzir situações de isolamento social e estimular maior convivência comunitária, pertencimento e participação social.
Também se espera o desenvolvimento de novas habilidades artesanais, aumento da autonomia, fortalecimento da autoestima e maior reconhecimento das capacidades individuais. Cada participante será incentivado a desenvolver peças autorais, culminando na criação da coleção “Identidades de Eusébio”, que deverá expressar histórias, memórias, referências culturais e elementos relacionados ao território.
Outro resultado será a valorização e preservação dos conhecimentos artesanais locais. Ao promover encontros entre diferentes gerações e experiências, o projeto contribuirá para manter vivos saberes que tradicionalmente são transmitidos por meio da convivência, da prática e da oralidade.
A formação em economia criativa também deverá proporcionar aos participantes interessados maior compreensão sobre organização da produção, acabamento, apresentação, precificação, divulgação e comercialização de peças artesanais, criando possibilidades para complementação de renda e fortalecimento da autonomia econômica.
A realização da Mostra Cultural Mãos de Eusébio será um dos principais momentos de reconhecimento público dos resultados. A exposição permitirá que familiares, comunidade e visitantes conheçam as produções realizadas e reconheçam os participantes como artistas, artesãos e agentes culturais. Pretende-se ainda ampliar a inserção dessas pessoas em feiras, exposições e eventos culturais existentes no município.
Ao final do projeto, espera-se alcançar resultados que ultrapassem a quantidade de peças produzidas. Pretende-se fortalecer vínculos, ampliar a participação cultural, estimular a criatividade, combater o capacitismo e o etarismo, valorizar a memória e promover maior visibilidade às pessoas idosas e às pessoas com deficiência.
Assim, a principal experiência construída pelo Mãos de Eusébio será a de pertencimento: pertencer à cultura, pertencer à comunidade e ter reconhecido o direito de criar, produzir, ensinar e deixar sua própria marca na história cultural do município.
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Cuidar de Quem Cuida
O Projeto Cuidar de Quem Cuida é uma iniciativa voltada ao acolhimento, valorização e fortalecimento de familiares e responsáveis que exercem, de forma contínua, o cuidado de pessoas idosas e de pessoas com deficiência. A proposta reconhece que o cuidado cotidiano exige tempo, dedicação, reorganização da rotina e disponibilidade emocional, podendo reduzir os espaços destinados ao descanso, à convivência, ao lazer e ao autocuidado de quem cuida. Por isso, o projeto oferece vivências de escuta, orientação, convivência, cultura, esporte, lazer e bem-estar, criando oportunidades para que os cuidadores também sejam reconhecidos como sujeitos de direitos. Simultaneamente, pessoas idosas e pessoas com deficiência poderão participar de atividades inclusivas e adequadas às suas necessidades, fortalecendo vínculos, autonomia, participação social e redes de apoio familiar e comunitário. Valorizando o cuidado como responsabilidade compartilhada pela comunidade.
Sobre o projeto
O Projeto Cuidar de Quem Cuida foi criado para acolher, valorizar e fortalecer familiares e responsáveis que exercem, de forma contínua, o cuidado de pessoas idosas e de pessoas com deficiência. A iniciativa parte da premissa de que, para o cuidado ser sustentável, quem cuida também precisa de escuta, descanso, convivência, informação, bem-estar e apoio.
No cotidiano, muitos cuidadores reorganizam trabalho, relações familiares, lazer, vida social e projetos pessoais para atender às necessidades da pessoa cuidada. Essa dedicação pode gerar sobrecarga, isolamento e redução das oportunidades de autocuidado, especialmente quando o cuidado permanece concentrado em uma única pessoa. O projeto busca responder a essa realidade reconhecendo o cuidador como sujeito de direitos, com necessidades, vínculos, projetos e potencialidades próprias.
A proposta está alinhada às premissas do Instituto: inclusão, equidade, justiça social, desenvolvimento humano, acolhimento e fortalecimento comunitário. No campo socioassistencial, promove escuta, orientação, fortalecimento de vínculos e aproximação com a rede de serviços e direitos. Na área esportiva, utiliza práticas corporais leves, movimento e atividades recreativas como instrumentos de bem-estar. Na cultura, cria oportunidades de expressão, convivência, criatividade e lazer. Na inclusão, reforça o respeito à diversidade, à autonomia e à participação social.
Durante as Vivências do Fortalecer o Cuidado de Quem Cuida, os participantes terão acesso a rodas de conversa, orientações sobre direitos e serviços, atividades de relaxamento e movimento, oficinas culturais, momentos de lazer e convivência e dinâmicas voltadas ao fortalecimento das redes de apoio. A programação reconhecerá as diferentes experiências de quem cuida, considerando que o cuidado de uma pessoa idosa e o cuidado de uma pessoa com deficiência podem apresentar demandas distintas.
Um dos diferenciais será a realização de atividades simultâneas para as pessoas cuidadas. Enquanto os cuidadores participam de momentos específicos de acolhimento e autocuidado, pessoas idosas e pessoas com deficiência poderão participar, conforme seu perfil e necessidade de apoio, de ações de convivência, recreação, cultura, esporte, musicalização, oficinas criativas e outras experiências inclusivas.
Essa estratégia reduz uma barreira concreta à participação: a dificuldade de o cuidador se afastar de suas responsabilidades sem ter com quem deixar a pessoa cuidada. Ao mesmo tempo, garante às pessoas idosas e às pessoas com deficiência oportunidades próprias de participação, convivência e desenvolvimento.
Mais do que um evento, o projeto pretende funcionar como porta de entrada para uma rede continuada de apoio. A experiência permitirá conhecer melhor as necessidades das famílias, fortalecer vínculos entre cuidadores, estimular apoio comunitário e orientar futuras ações do Instituto. Cuidar de quem cuida é fortalecer toda a rede de proteção, promover inclusão e contribuir para relações familiares e comunitárias mais saudáveis, solidárias e sustentáveis.
Resultados e experiências
O Projeto Cuidar de Quem Cuida vem gerando resultados tanto para os cuidadores quanto para as pessoas idosas e pessoas com deficiência acompanhadas por eles, fortalecendo a família e a comunidade como partes essenciais da rede de proteção e cuidado.
Entre os principais resultados alcançados está a ampliação dos espaços de acolhimento e escuta destinados aos cuidadores, permitindo que compartilhem experiências, reconheçam suas próprias necessidades e encontrem apoio em outras pessoas que vivenciam situações semelhantes. Fortalecendo vínculos, reduzindo a percepção de isolamento e estimulando as redes comunitárias capazes de tornar o cuidado menos solitário e mais compartilhado.
A experiência também amplia o acesso a informações sobre direitos, benefícios, serviços públicos, acessibilidade, proteção social, envelhecimento digno, inclusão da pessoa com deficiência e enfrentamento ao capacitismo. A intenção é transformar informação em ferramenta prática para a tomada de decisões e o acesso aos serviços disponíveis no território.
Outro resultado identificado é a estimulação ao autocuidado e a qualidade de vida dos cuidadores. Por meio de práticas corporais, atividades culturais, lazer, descanso e convivência, identificamos que alguns beneficiários informaram que retomaram interesses pessoais adormecidos e incorporam estratégias de bem-estar à rotina.
Para as pessoas idosas e pessoas com deficiência, ampliou-se oportunidades de participação social, convivência, cultura, esporte, recreação e expressão. A programação simultânea permitiu atividades adequadas às características e necessidades de apoio de cada participante, reforçando autonomia, dignidade e protagonismo. Assim, o projeto reconhece essas pessoas como sujeitos de direitos e participantes ativos da comunidade.
A realização das vivência favoreceu o Instituto a conhecer de forma mais próxima as demandas das famílias atendidas. Registros de participação, rodas de conversa, avaliações e encaminhamentos vem sendo utilizado para subsidiar novas ações, grupos permanentes e articulações com a rede pública e comunitária.
Como experiência institucional, o projeto consolida nossa metodologia integrada de atenção a cuidadores e pessoas cuidadas, articulando assistência social, inclusão, esporte, cultura e desenvolvimento humano. Também tem potencial de fortalecer parcerias com serviços públicos, profissionais, organizações sociais e atores comunitários.
A experiência demonstra que cuidar de quem cuida é uma estratégia de fortalecimento familiar, prevenção de isolamento, promoção da inclusão e construção de comunidades mais solidárias. Quando o cuidador encontra apoio, toda a rede de cuidado se fortalece.
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Experiências que deixam marcas
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Projeto Mãos de Eusébio – Arte, Memória e InclusãoVer experiência ↓
Oficina de Pintura de MandalasVer experiência ↓Projeto Mãos de Eusébio – Arte, Memória e Inclusão
Em maio de 2026, o Projeto Mãos de Eusébio – Arte, Memória e Inclusão realizou uma experiência de artesanato em crochê no Posto de Saúde da Vila Nova, no município de Eusébio, com a realização de quatro encontros voltados à aprendizagem, convivência e valorização dos saberes manuais.
Durante as atividades, as participantes puderam compartilhar técnicas, aprender novos pontos e desenvolver peças em crochê, como bolsas, trabalhos decorativos e outros itens utilitários. A proposta respeitou os diferentes níveis de conhecimento, permitindo que quem já possuía experiência também contribuísse com o grupo, fortalecendo a troca de saberes e o aprendizado coletivo.
Além da produção artesanal, os encontros favoreceram a socialização, a criatividade, a concentração, a coordenação motora e o fortalecimento dos vínculos entre as participantes. O espaço da unidade de saúde também ganhou uma nova dimensão: tornou-se lugar de cultura, convivência e participação comunitária.
A experiência demonstrou que o artesanato pode ir muito além da produção de peças. Cada ponto de crochê também representa memória, autonomia, encontro e valorização dos conhecimentos construídos ao longo da vida, princípios que orientam o Mãos de Eusébio.
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Oficina de Pintura de Mandalas
Em março de 2026, o Projeto Mãos de Eusébio – Arte, Memória e Inclusão realizou com 15 pessoas idosas uma experiência de pintura de mandalas, proporcionando um momento de criatividade, convivência e expressão individual. A atividade foi desenvolvida de forma acolhedora e participativa, permitindo que cada pessoa escolhesse cores, combinações e formas de representar sua própria percepção artística.
Mais do que uma oficina de pintura, a ação estimulou a concentração, a coordenação motora, a percepção visual e o exercício da criatividade, ao mesmo tempo em que favoreceu a interação social e a troca de experiências entre os participantes. Ao final, cada mandala apresentou características únicas, refletindo escolhas, sentimentos e modos diferentes de expressão.
A experiência reforçou uma das premissas do projeto: a arte pode ser instrumento de inclusão, valorização pessoal e fortalecimento de vínculos. O encontro transformou cores e desenhos em oportunidades de convivência, participação cultural e reconhecimento das potencialidades das pessoas idosas, reafirmando que envelhecer também é continuar criando, aprendendo, compartilhando saberes e ocupando espaços de cultura.
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